Semana passada falamos sobre criar e empreender. Ainda com o texto na cabeça me deparei com uma iniciativa muito legal, da americana Jennifer Schwartz, de aproximar a fotografia do público.

 

Mas quem seria o público da fotografia? A meu ver é todo aquele que se contamina com a idéia do artista, sem necessariamente ter algum conhecimento aprofundado sobre fotografia ou história da arte. Todos tem sensibilidade e até uma naturalidade para olhar e apreciar a imagem. Qualquer um, sem exceção, pode desfrutar da arte da fotografia.

 

Fotografar é um ato de compartilhamento entre o fotógrafo e o público.

 

Mas onde está esse público?

 

Por pouco conhecimento e informação sobre o trabalho de novos artistas, por pouco interesse e contato com a arte, por medo de não entender ou de não conseguir pagar, muitas pessoas simplesmente não frequentam galerias. Pensando em aproximar e desvelar a fotografia para esse público em potencial, Jennifer subiu numa kombi e percorreu 10 cidades dos EUA compartilhando imagens e histórias.

 

 

A americana escolhia 5 fotógrafos locais de cada cidade que ela parava, pedia 10 cópias de seus trabalhos, parava a kombi e interagia com as pessoas que por acaso passassem pelo local. Os fotógrafos explicavam seus trabalhos, conversavam com as pessoas e a cópia que mais sensibilizava o transeunte era dada de graça para ele iniciar uma coleção.

 

“Compreendi que uma ótima maneira de fazer as pessoas se interessarem por arte, era colocá-las em contato com os artistas para que ouvissem o que eles tinham a dizer sobre seus trabalhos.” Jennifer Schwartz

 

Nesse trabalho de corpo a corpo, todos ganham. A oportunidade é enriquecedora tanto para os fotógrafos que podem interagir diretamente com o público como para as pessoas, que têm a rara chance de se conectar com a arte de maneira despretenciosa e fácil. Além disso, é um ótimo meio de criar um público, fidelizá-lo e torná-lo comprador de arte.

 

Hoje, a americana criou uma ONG, Crusade for Art, que incentiva a criação de demanda, a conexão entre o público e a fotografia e a maior exposição de fotógrafos iniciantes. A ONG tem um prêmio anual de 10 mil dólares para iniciativas desse tipo, promove workshops e palestras, divulga fotógrafos e edita livros. Um verdadeiro exemplo de criatividade e empreendedorismo.

 

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Nathan Pearce, fotógrafo promovido pela ONG

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