Todos recordam: de viagens, rostos, conversas, risos, brindes, passagens da infância, trechos de conversas, aulas da faculdade, discursos, fatos… O ser humano tem essa capacidade cognitiva de lembrar. E essas memórias, individual e coletiva, se relacionam para criar uma narrativa, uma história comum.
Essa história é importante para construirmos uma identidade pessoal e social dentro de uma comunidade comum, seja ela a família, a cidade, o país… Sem o ato de lembrar, deixamos de ter uma história, e com isso perdemos a base, nos esquecendo de quem fomos, somos e queremos ser. A memória é primordial para a nossa duração, sendo condição para apreender e adaptar-se no mundo. Através da memória temos acesso a como percebemos a realidade e a interpretamos.
LEMBRAR ALTERA NOSSA PRECEPÇÃO DO MUNDO E DO EU.

Nesse processo de lembrar para criar uma história e sentido à vida, existem vários centros de memória, com documentos e arquivos – visuais, orais e textuais – de pessoas e eventos que marcaram algum momento.
Todo documento não é prova irrefutável de alguma coisa, mas vestígio de algo que se quis legar à posteridade. – Gabrielle da Costa
Entre tantos centros de memória, temos o LABHOI. Ligado a Universidade Federal Fluminense, mas aberto a todos os pesquisadores, esse laboratório da história oral e da imagem se propõe a ser um centro de referência na história da imagem. Através de uma investigação, um diálogo e uma abordagem crítica, o laboratório quer discutir as várias vertentes da imagem: documento e arte, diferentes técnicas como o cinema, video, fotografia e cartografia, a imagem e sociedade, a história da imagem… O laboratório tenta ser mais do que apenas um centro depositário de memória, sendo também um centro de estudo e debate.
Estudar história da imagem significa tomar o olhar como objeto da investigação histórica. O olhar nunca é inocente!

O laboratório disponibiliza artigos, publicações, entrevistas com grandes fotógrafos brasileiros, estudos e imagens. Isso ajuda a manter aberto as possibilidades de lembrar, com o adendo de um debate inteligente e agregador.



A cenografia da exposição também foi inovadora para época, pensada por Paul Rudolph, instigava o visitante a ver as fotografias de maneira humanista. Divididas em temas iguais a todos – amor, nascimento, carreira, habitação, morte – as imagens contavam uma história única e comum a todos. Além disso, foram montadas de maneira a sair das paredes e entrar ativamente no percurso do público, com impressões grandes e variadas em tamanho formavam murais ao longo das paredes, sendo exibidas inclusive no teto.



![Working Title/Artist: Edward Weston (American, 1886-1958) : [Nude], 1925, Gelatin silver print Department: Photographs Culture/Period/Location: HB/TOA Date Code: Working Date: mma digital photo PH9153](https://i0.wp.com/photolimits.com/wp-content/uploads/2016/10/hb_2005.100.142.jpg?resize=443%2C279)